Babylon 5

It was the year of fire.
The year of destruction.
The year we took back what was ours.
It was the year of rebirth.
The year of great sadness.
The year of pain.
And a year of joy.
It was a new age.
It was the end of history.
It was the year everything changed.
The year is 2261.
The place, Babylon 5.
Com as linhas acima inicia-se uma das temporadas de Babylon 5, a quarta para ser mais preciso. Hoje quero falar desta série que venho assistindo, uma genuína série sci fi e de grande qualidade.
O pano de fundo da história de Babylon 5 é a guerra entre a Terra e os Minbari, uma raça extremamente religiosa, com a qual têm-se um desastroso primeiro contato, que resulta na morte de seu líder espiritual, Dukat. Enfurecidos, os Minbari declaram guerra aos humanos, e sua casta guerreira, sedenta de sangue, elimina diversas naves terrestres, que têm poucas chances de vencer por serem tecnologicamente inferiores. A batalha estava praticamente perdida, e a raça humana à beira da extinção. Eis que surge um milagre: na última batalha da guerra, conhecida como A Linha (The Line), um dos pilotos terrestres é capturado por um cruzador Minbari. Analisado pelo conselho, o humano revela algo aterrador que muda completamente o curso da batalha. O conselho, então, ordena a imediata rendição dos Minbari e põe um fim à guerra, de forma súbita e miesteriosa.
10 anos mais tarde, em uma tentativa de se promover a paz na galáxia, os agora aliados Terrestres e Minbari, juntamente com os Centauri, os Narn e os Vorlon, constróem a estação Babylon, no intuito de se firmar um lugar neutro em que diferentes povos pudéssem resolver suas diferenças pacificamente. A construção da estação, porém, foi envolta por diversos contratempos. Babylon 1, 2 e 3 foram sabotadas e destruídas antes que sua contrução pudesse ser concluída. Babylon 4 desapareceu misteriosamente. Somente Babylon 5 vingou, e, no ano de 2257, tornou-se operacional, sob o comando de Jeffrey Sinclair, o humano capturado pelos Minbari durante a guerra. Obviamente, havia interesses em jogo, e a nomeação de Sinclair como comandante da estação, uma exigência dos Minbari, não havia sido mero acaso.
Enredo! Com certeza a principal qualidade da série. Este trechinho que escrevi acima é apenas a ponta do iceberg. Babylon 5 foi concebida pelo escritor J. Michael Straczynski, conhecido autor de novelas sci fi e quadrinhos (suas histórias do Homem-Aranha são muito bem lembradas). A série se passa basicamente na estação Babylon 5, um lugar de intenso conflito de interesses entre as principais raças alienígenas, representadas aqui por seus embaixadores. Temos a espiritual Delenn, dos Minbari, o fanfarrão Londo Mollari, dos Centauri, o carismático G'Kar, dos Narn, e o enigmático Kosh, dos Vorlon. Os personagens são muito bem construídos e interpretados, e a cada episódio desenrola-se a trama principal, seguida de várias subtramas que revelam mais dos personagens e do universo em si. A série tem bastante continuidade, o que é bacana, mas o faz ter que prestar atenção a cada episódio, para não se perder o fio da meada. Mas vale a pena.
Na segunda temporada, Sinclair é substituído por John Sheridan, no que dizem ter sido uma manobra do estúdio (Warner Bros.) para se colocar uma pessoa mais carismática à frente da série. Eu gostava de Sinclair, mas Sheridan também é excelente. As coisas começam a esquentar na terceira e quarta temporada, quando desenrola-se o confronto com os temidos Shadows, uma espécie alienígena praticamente indestrutível.
Babylon 5 é minha recomendação de hoje. Já passou há alguns anos no Warner Channel, e ainda não possui seus DVDs lançados oficialmente no Brasil. Mas a internet está aí pra isso né? Eu usei o Bittorrent e peguei as temporadas no http://www.mininova.org. Um bom site sobre a série é esse (em inglês): http://www.midwinter.com/lurk/lurker.html. Se você aprecia uma boa ficção científica, não deixe de conferir!





